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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Família e Amizades Reais


O tempo dedicado à família tem um valor imenso



Nada melhor que passar algumas horas trocando ideias e experiências com a família. 

Esse tipo de contato faz muita falta, principalmente para as pessoas com mais idade e que não tem muita companhia.

Conversas longas sobre coisas positivas servem para aliviar o coração e tranquilizar a alma.
É bom fazer visitas aos pais e irmãos  (ou qualquer familiar) para manter e fortalecer os laços de proximidade.
 
Para aqueles que não são de muito papo, sempre há alternativas para passar o tempo juntos, como jogar buraco, gamão, qualquer jogo de tabuleiro ou mesmo fazer uma palavra cruzada a dois.

Em última instância, vale até ver novela de mãos dadas, aproveitando o intervalo para falar mal das personagens malquistas. 

O importante é ficar um pouco offline para aproveitar e conviver de verdade com quem está perto da gente. Quem não reserva um pouco de seu tempo para viver no mundo real, com pessoas reais, acaba por se tornar tão superficial para elas quanto qualquer outro amigo virtual, e às vezes menos queridos que o aplicativo da moda.

(Esse texto, como se pode deduzir, foi feito tendo em mente as pessoas idosas de nossas famílias, que são as mais carentes de atenção na sociedade atual, mas é perfeitamente aplicável ao convívio com crianças ou amizades em geral)

Obrigado pelo seu tempo, e até a próxima!

Todo o conteúdo deste blog se refere ao modo como eu enxergo a vida, sendo que as situações não se aplicam a todos nem da mesma forma para todos. Porém, entendo que cada um pode adaptar para a sua realidade pessoal e tirar proveito daquilo que lhe couber.



quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vivendo Bem o Seu Papel(6): Parte Final

Olá!

Como vai? Seja muito bem-vindo novamente!

Já falamos aqui de vários papéis que vivemos, e há ainda muitos outros, pois a cada dia temos novos tipos de relações e ligações com as mais diversas pessoas.

Hoje, para terminar esta seqüência, falaremos resumidamente de mais alguns destes tipos.

Pai

Como já devem saber, ainda não me tornei pai, sou pai de um menino e de uma bebê*, e já que começamos falando dos filhos, acho justo também citar este papel.

Apesar de (ainda) não ter vivido esta experiência em sua plenitude, mesmo assim acho que posso fazer alguns comentários com base em conhecimentos adquiridos na convivência com as pessoas e na observação de situações.

Estes breves comentários serão expressos em diferentes respostas para a pergunta:
O que se deve fazer para ser um bom pai?

- Cuide do seu filho, não só com a intenção de fazer bem a ele, mas tendo em mente um objetivo principal: Fazer com que ele se torne uma pessoa responsável, correta, honesta.
- Trate sua criança como criança: Mostre que você está no comando, mas não deixe de demonstrar que você tem muito amor pra dar, e que tudo o que você faz é para o bem dela.
- Nunca (mas nunca, NUNCA MESMO!) dê mais que UMA palmada “psicológica” (aquela palmadinha só para mostrar que ele agiu errado, e que dói mais na consciência que nas nádegas). Descontar sua raiva (ou outro sentimento) em qualquer que seja a pessoa não faz bem a ninguém. E não pense que agredindo você estará educando, mas sim ensinando a ser violento.
- Trate seu adolescente como adolescente: Procure não impor, e sim negociar. Caso não seja possível, explique calmamente suas razões e argumentos reais (não tire motivos apenas da sua cabeça) para tomar suas decisões. Busque sempre dialogar, mesmo que às vezes seu filho pareça não ouvir.
- Trate seu filho adulto como adulto: Dê conselhos, mas não tente fazer suas vontades valerem cem por cento. Um adulto deve ser capaz de tomar suas próprias decisões e, principalmente, arcar com as conseqüências.
- Ensine com atitudes, não com palavras.
- Sempre tenha em mente que você deve tomar as decisões com base no melhor para seu filho. Se não houver um motivo racional para tomar alguma atitude de forma a atingir esta meta, pense melhor antes de agir.
- Seja presente, mesmo que distante. Mostre-se interessado em participar da vida de seus filhos.
- Ame-os!
- Peça a Deus por eles!
- Perdoe!
- Peça perdão!
- Dialogue.
- Faça com que a frase “Eu sou seu pai!” desperte no seu filho não um olhar de desprezo ou desapontamento, mas sim um sorriso de agradecimento.

 (* Eu ainda não tinha filhos na época da postagem, mas agora já tenho. Fiz uma revisão do texto e continuo pensando e agindo da mesma forma - revisado em 2016)

Irmão

A pergunta desta vez é: Qual o papel de um irmão?

- Cuidar dos menores para que não se machuquem nem fisicamente nem emocionalmente.
- Respeitar os maiores, que às vezes fazem o papel de pais, um pouco desajeitados, mas com boas intenções.
- Cultivar o bom relacionamento da família, e manter firmes os laços com os outros. Desta forma, farão bem também aos pais, que ficarão satisfeitos com estas atitudes.

Morando junto:
- Respeitar o espaço e os desejos dos outros, e desta forma manter a ordem no ambiente.
- Sempre usar o diálogo para resolver os conflitos e buscar reduzir os atritos.
- Na convivência diária, vão surgir divergências de interesses, e todos terão que abrir mão de alguma coisa. Não adianta querer tudo a seu modo. Deve-se fazer negociações, não imposições.

Morando longe:
- Telefonar para os irmãos para saber como estão e dar notícias sobre si mesmos.
- Convidar para uma visita de fim de tarde ou feriado.
- Conviver bem quando estiverem juntos (na casa dos pais ou de qualquer outro).
- Não criar atritos através de comentários desnecessários feitos com base em ressentimentos antigos.
- Procurar manter forte o conceito de família.
- Ajudar quando puder.
- Tomar as iniciativas em reconciliações (o ideal é que não haja brigas, mas, caso necessário...).
- Não se achar mais importante que os outros, principalmente na visão dos pais.
- Não se achar inferior aos outros, principalmente na visão dos pais ou dos irmãos.
- Ser uma pessoa boa de se conviver, e assim manter próximas as pessoas igualmente agradáveis.

Cliente
(Cliente é qualquer pessoa que tem uma necessidade e que depende de outra pessoa para atendê-la)

- Respeite quem está te atendendo, pois ele é uma pessoa que, do mesmo modo que você, tem problemas pessoais e, apesar disso, está trabalhando pelos seus interesses, e procurando atender o mais eficientemente possível a suas necessidades.

Atendente
(Qualquer pessoa que atende a uma necessidade)

- Busque, de coração, resolver o problema de seu cliente.
- Ajude os outros a conseguirem seus objetivos da melhor maneira que puder.
- Se não puder se dedicar naquele momento, explique-se e peça desculpas por não poder ajudar, pois é melhor dizer não que tentar fazer tudo ao mesmo tempo e não conseguir terminar nada.
- Vendedores: Não mintam!
- Servidores públicos: Não enrolem!
- Informantes: Informem corretamente.
- Trabalhadores em geral: Trabalhem!
e etc., etc., etc..

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Com isso finalizamos a seqüência de postagens referente aos papéis que vivemos. 

Sei que muitos outros tipos de relações também merecem destaque, e que virão postagens futuras remetendo-nos de volta a esse assunto, mas por enquanto vamos abrir espaço para que outras situações de igual importância possam ser discutidas.

De uma forma resumida, o que eu gostaria que ficasse marcado nesta seqüência de textos é:

Seja qual for o papel que você está vivendo, e quaisquer que sejam as pessoas com quem lida, para que todos vivam bem é necessário causar o menor impacto negativo possível na vida delas.

Papéis nada mais são que relações interpessoais, que precisam ser cultivadas e realimentadas em todo momento.

Bons relacionamentos se constroem nos menores detalhes. Não deixe que coisas que às vezes são muito pequenas se tornem enormes barreiras entre você, as pessoas e a felicidade de ambos.

Desejo boas energias a todos!

Espero de coração ter conseguido cativá-los.

Abraços, e até a próxima.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Vivendo bem o seu papel (1): Filhos

Olá!

Hoje daremos início a uma série de postagens referentes aos vários aspectos das nossas relações.

Chamaremos estes aspectos de papéis, mas ao contrário do que se possa pensar, não se trata de personagens interpretados, e sim de tipos diferentes de relacionamentos, desejavelmente autênticos, que temos com pessoas diversas.

O primeiro papel que discutiremos será o de filho, por ser o primeiro relacionamento experimentado na vida de cada um.

No relacionamento com nossos pais, muitas vezes ocorrem discussões e conflitos de interesses, o que frequentemente torna esta convivência demasiadamente complicada.

Na mente dos filhos, se passam idéias como “Meus pais não me entendem” e “Meus pais são muito antiquados”.

Sugiro que, antes de criticar ou reclamar dos pais, nos façamos as seguintes perguntas:

- Conheço as experiências pelas quais meus pais passaram para me dar estes conselhos?

- Como é que eu trataria um filho da minha idade se eu tivesse sido criado na época e da forma que meus pais foram criados, e tivesse passado pelas experiências deles?

- Estou pensando somente no que eu quero ou estou pensando nas consequências posteriores e nos motivos pelos quais estou sendo repreendido/aconselhado?


A idéia principal que quero deixar neste texto é: Coloque-se no lugar do outro. Este conselho servirá para muitas situações, e provavelmente devo voltar neste assunto em postagens futuras.

A partir deste pensamento, faço uma nova e importante sugestão: Para viver bem, como filhos, busque atitudes que fariam seus pais orgulhosos de você. Para isso, é indispensável se imaginar no lugar deles.

Lembre-se de quando era criança, e seu pai dizia “vai, meu filho, você consegue!”, ou então, depois de você fazer um desenho ou realizar alguma proeza, sua mãe mostrava pra todo mundo dizendo “olha o que meu filho fez!”.

Lembre-se da sua sensação nestes momentos. Você se sentia muito bem, correto?

Imagino que nenhum pai, numa conversa sincera, diria que quer ver seu filho crescer e se tornar um ladrão, ou então que quer ver sua filha morando na rua, ou mesmo num barraco de madeira com cinco filhos pequenos sem ter o que comer e sem emprego.

Nenhuma mãe deseja para os filhos que fujam com criminosos ou que tenham empregos ruins.

Digo isso para lembrar que um pai não quer o mal para o filho, e por mais que as idéias e conselhos que eles dêem não se pareçam as melhores ao nosso ponto de vista, devemos lembrar que eles só querem o nosso bem.

Pode parecer que estes lembretes sirvam apenas para adolescentes, mas na verdade se aplicam a todos os filhos, de zero a cem anos. Não deixamos de ser filhos de nossos pais quando eles se vão, portanto, não justifica que tomemos atitudes que fariam nossos pais se envergonharem de nós, estejam eles próximos ou distantes.

Todos somos indivíduos diferentes, portanto não teremos mentes iguais às de ninguém, inclusive às de nossos pais. Mas isso não nos desobriga de ter respeito e consideração pela opinião deles.

Ouça os conselhos de seus pais e reflita se eles tem ou não fundamento, se são ou não o melhor para você, e só tome sua decisão depois de pensar profundamente no assunto.

Se não quiser seguir totalmente os conselhos recebidos, pelo menos deixe que eles saibam que você está ouvindo, que entendeu seus propósitos e que tem consciência do que está fazendo.

Olhe para seu pai, sua mãe, ou quem estiver no papel deles, e diga: “Eu sei que você me ama, e que me diz isso porque quer o melhor para mim, mas eu penso de maneira diferente e acredito que minhas convicções me levarão ao caminho que desejo. Obrigado por cuidar de mim.”

Não precisa ser formal assim, mas pelo menos deixe transparecer estas idéias. Desta forma, você despertará também neles a necessidade de enxergar através do seu ponto de vista, além de manter uma boa relação e diminuir a chance de decepcioná-los.

Se a sua atitude te trouxer problemas, reconheça que errou e converse com seus pais sobre o arrependimento. Não tenha medo de dizer que eles tinham razão, pois nesta situação, isso fará bem a todos.

No fundo, seus pais são os seus anjos da guarda na Terra, que te seguram quando a bicicleta cai para o lado, que não deixam que você caia quando suas pernas pequenas de criança não conseguem alcançar o degrau alto em que você quer subir, e que te carregam no colo quando você chora, tanto nos momentos em que a dor é grande demais e você não consegue ficar de pé quanto nas horas em que eles sabem que o que você está fazendo é pirraça mesmo.

Seja em sua vida como é a criança que exibe para os pais a pequena escultura de massinha. No futuro, se permita olhar para suas atitudes, para todas as boas ações que você fez, e perceber como sua convivência na família fez bem a todos os que te conhecem. Daí, poderá olhar para seus pais, estejam onde estiverem, e dizer: “Olha, pai! Olha, mãe! Tá vendo tudo isso? Fui eu quem fiz!”

Fiquem com Deus, sejam bons filhos, e até a próxima!