Mostrando postagens com marcador comunicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comunicação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Humildade e Paciência


A humildade e o diálogo são poderosas ferramentas de trabalho



Muitas vezes não podemos escolher com quais pessoas temos que conviver todos os dias. Mas o que devemos fazer, com consciência, é decidir como conviver com essas pessoas.Na sociedade civilizada de hoje, não há razão para deixar os desentendimentos ditarem as regras de convivência.

Mesmo sendo uma tarefa difícil, precisamos ser humildes para assumir que somos falhos e utilizar o diálogo para dissolver quaisquer atritos que apareçam no dia-a-dia. Ninguém consegue viver sozinho, e quando a necessidade aparece é bom ter com quem contar.

É preciso ter muita calma, paciência e perseverança.



Há alguns meses decidi tentar me tornar uma pessoa melhor, isto é, conviver bem com todos à minha volta, sem conflitos, sem estresse e com muita boa vontade. Ainda estou nesse processo e todos os dias tenho oportunidades de melhorar um pouco mais, e fico triste quando as deixo passar.

Uma das metas é usar mais de empatia e paciência. Isso é fácil quando se trata de gente próxima e querida. É quando me deparo com pessoas menos chegadas que fica difícil.

Muitas vezes o preconceito e a falta de compreensão servem de barreira para a troca de experiências, e então perdemos a oportunidade de conhecer melhor o outro e aprender com ele.

Todos têm algo a ensinar e compartilhar. Se há abertura de ambos os lados, o diálogo e principalmente a escuta ativa são muito enriquecedores.

Estou feliz com os resultados que obtenho todos os dias, e faço a você também o convite para se tornar uma pessoa melhor. No que precisar, estamos aí para caminharmos  juntos.

Obrigado pelo seu tempo, e até a próxima! 

Todo o conteúdo deste blog se refere ao modo como eu enxergo a vida, sendo que as situações não se aplicam a todos nem da mesma forma para todos. Porém, entendo que cada um pode adaptar para a sua realidade pessoal e tirar proveito daquilo que lhe couber.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Atividades úteis e palavras positivas - Verdade, Bondade e Necessidade


Usar o tempo ocioso para fazer algo útil é recompensador.




Não sei se você pensa assim, mas gastar tempo com ócio puro, para mim, é um sofrimento (não confundir com ócio criativo, descanso e lazer).
O simples fato de usar um recurso tão limitado - o tempo - sem produzir nada já é um grande desperdício.
As possibilidades são tantas para quem quer fazer algo de bom! Basta olhar à sua volta, e achará oportunidades para melhorar a sua vida e a de outros.
Para ser prático, segue uma pequena lista de coisas para fazer quando estiver literalmente à toa, para servir de inspiração:

- Escrever memórias
- Pedir conselhos
- Fazer planos
- Contar casos
- Ler livros
- Conversar com idosos
- Tirar fotos
- Admirar as estrelas
- Cuidar de plantas ou animais
- Telefonar para amigos
- Enviar cartas (pode ser e-mail mesmo, mas não vale ser aquela piada que você acabou de receber)
- Fazer crochê, tricô ou outro artesanato
- Aprender um trabalho manual
- Ensinar algo que se sabe
- Escrever um blog
- Ler blogs (que falem sobre coisas positivas, heim!)
- Ajudar alguém que precisa

Conversar sobre coisas positivas faz bem para a alma.


Sabe aquela pessoa que só sabe conversar sobre tragédia? Aquela que já começa o papo falando de quem morreu ou matou e apareceu no jornal? Não seja essa pessoa!

Quando ficamos sabendo de notícias ruins pelo rádio, TV ou internet, parte do sentimento que está contido nessa notícia fica armazenado em nossa mente, fazendo com que o sofrimento que paira sobre o assunto fique no nosso pensamento, pronto para ser distribuído aos amigos que conversam conosco.

As palavras têm muito mais poder do que se imagina. A mensagem que você transmite carrega uma energia muito forte, que pode influenciar de maneira positiva ou negativa as pessoas que ouvem, dependendo de seu conteúdo.

Da mesma forma, quando você só fala sobre coisas boas, faz com que seus amigos se sintam bem, pois as energias que você carrega são muito mais positivas e agradáveis. Essas energias podem ser espalhadas sem moderação, pois provocam o bem estar na mente dos seus ouvintes, mesmo que inconscientemente.

Devemos dizer o que pensamos somente se for para deixar as coisas melhores do que já estão.


Provavelmente você já ouviu falar do conto das Três Peneiras - Verdade, Bondade e Necessidade.
O ensinamento contido nesse conto vale para qualquer situação, desde a vontade de dizer poucas e boas para alguém que você "sabe que não presta" até as situações de luto e tristeza profunda.

Se testemunhar uma situação de conflito, por exemplo, só interfira se for para acalmar a situação e ajudar a resolver o problema. Nada de colocar lenha na fogueira!
Se você não está certo do que dizer em alguma situação, não diga nada, ou diga que não tem palavras para expressar o que está sentindo.

Em certos momentos, é preciso refletir bastante para não acabar falando sem pensar e depois se arrepender. Muitas vezes um abraço já é suficiente.

É tão importante saber o que dizer e quando dizer quanto o momento de se calar. Por mais difícil que seja, existem horas em que manter o silêncio é o melhor a se fazer.

Muito obrigado pelo seu tempo, e até a próxima!

Todo o conteúdo deste blog se refere ao modo como eu enxergo a vida, sendo que as situações não se aplicam a todos nem da mesma forma para todos. Porém, entendo que cada um pode adaptar para a sua realidade pessoal e tirar proveito daquilo que lhe couber.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Saber Ouvir

Olá,

Bem-vindo novamente ao meu blog!

Todos sabem da importância de ouvir mais que falar, mas será que este conceito é realmente posto em prática?

Vamos propor alguns cenários para reflexão:

1) Você está conversando com um amigo, e ele te conta que passou um aborrecimento ao ligar para uma operadora de celular para cancelar a cobrança de um serviço qualquer. Neste momento você se lembra que passou por uma situação semelhante há poucos meses. Como é o seu comportamento a partir daí?

2) Você telefona para um(a) amigo(a) pra contar que foi aprovado na seleção do emprego para a qual estava concorrendo. Antes de você conseguir iniciar o assunto, ele(a) te fala que o pai dele(a) está internado porque passou mal naquela manhã. Como você desenvolve a conversa?

3) Um conhecido seu acaba de perder um parente e você resolve fazer uma visita. Ao chegar, o vê em prantos. O que você faz?

4) Em uma reunião da empresa, você está demonstrando como por em prática uma estratégia que está bolando há dias. Seu colega sugere que seja feita uma mudança radical na sua ideia. Como você reage?

5) Você está em uma reunião de condomínio, e o síndico abriu espaço para os moradores exporem as coisas que os estão incomodando. Você quer pedir providências a respeito do barulho produzido pelo poodle da senhora que mora no apartamento acima do seu, mas um dos vizinhos está com a palavra há cinco minutos e não dá sinais de que está terminando. Como você se comporta?

Coloque-se nas situações acima e pense com sinceridade em suas reações.

Não tenho a pretensão de dizer que sei quais são as melhores opções, mesmo porque não há verdade absoluta quando se trata de comportamento. Minha intenção é provocar a reflexão de forma que se abram alternativas para que você tire suas próprias conclusões a respeito das Atitudes que te levarão a Viver Bem consigo mesmo e com os que convivem com você.

O primeiro cenário tem a ver com a necessidade que cada um tem de expor seus pensamentos. Um indivíduo deseja compartilhar a experiência difícil vivida por ele, esperando receber atenção para compensar sua decepção.

Porém, o que se segue normalmente é um conflito de interesses: Cada um quer dizer como foi sua própria experiência, como se fosse uma disputa de quem foi mais injustiçado. No fim das contas, nenhum dos dois atinge seu objetivo. Ambos falam ao mesmo tempo e ninguém é ouvido por inteiro.

Uma boa sugestão seria esperar que o amigo conclua totalmente o assunto antes de contar de sua experiência, de forma resumida.

Reflexão: Nossa vontade de falar se contrapõe à necessidade que o outro tem de ser ouvido.

No segundo cenário, vemos alguém que tem uma ótima notícia para dar mas ouve uma não tão boa. Neste caso, devemos pesar bem os fatos, e ponderar a possibilidade de abrir mão de dizer o que queremos para dar maior atenção ao problema alheio.

Não significa que não possamos falar de nossas conquistas, mas é importante não fazer com que esta empolgação se torne mais importante do que a enfermidade na família do outro. Trata-se de encontrar a medida certa entre boas e más notícias, dando conhecimento da nossa felicidade, mas mostrando que nos importamos e estamos dispostos a fornecer o apoio necessário na situação.

Reflexão: Nem sempre é boa hora para se dar boas notícias. Ao contrário das más, elas podem esperar um pouco mais.

Ninguém gostaria de viver uma situação como descrita no terceiro cenário, mas como as tristezas também fazem parte da vida, precisamos pensar sobre nossas atitudes ao confrontá-las.

Existem certos momentos em que o silêncio é melhor do que qualquer palavra de apoio. Um abraço apertado ou um aperto de mão sincero com um olhar carinhoso tem um valor inestimável nestas situações.

É claro que existem pessoas diferentes com necessidades diversas. Não estou dizendo que é proibido conversar com quem está de luto. Algumas destas pessoas precisam ouvir palavras de apoio para se sentirem melhor.

O fato é que é muito difícil se encontrar as melhores frases em certas ocasiões, e se não tomarmos cuidado, podemos angustiar ainda mais a pessoa que já está sofrendo.

Na maioria dos casos, apenas nossa presença e um discreto “Estamos aqui para o que você precisar” já é mais do que suficiente.

Reflexão: Em certas horas, ouvir o silêncio do outro sem dizer uma palavra já diz muita coisa.

Estamos abertos a escutar ideias divergentes das nossas? Essa é a questão na qual está envolvida o quarto cenário.

É razoável pensar que a primeira reação da maioria das pessoas nesta situação seria pensar: “Não preciso que alguém chegue na última hora e mude a estratégia que bolei com tanto empenho!”

Não é fácil ver nossos pensamentos serem contestados por quem quer que seja. Porém, é necessário ampliar as possibilidades: “E se ele estiver só tentando me ajudar?”; “E se a minha estratégia ficar até melhor com a sugestão dada?”; "Desta maneira, os resultados poderiam ser melhores?"

Os pensamentos mais simples são os que trazem as melhores soluções, mas quando estamos empenhados em algo, não é tão fácil pensar com clareza.

Devemos escutar com atenção a todos que estiverem participando das reuniões ou encontros, qualquer que seja o assunto discutido. Uma boa ideia pode surgir a qualquer momento por iniciativa de quem menos se espera.

Reflexão: Ouvir é aprender.

No último cenário vemos uma situação que é bem possível para muitos de nós. Foi nos dada a oportunidade de reclamar, mas alguém está falando em nosso lugar.

Uma das coisas a serem lembradas aqui é a autoridade e responsabilidade de quem conduz a reunião. Um professor (em sala de aula), um chefe (na reunião da empresa) ou o síndico (no caso citado) deve saber como dividir o tempo de modo que todos que precisam ser ouvidos tenham sua oportunidade de falar.

Mas convém lembrar que o sucesso de uma reunião depende de todos os participantes.

Cada um que expõe seus problemas tem a mesma necessidade de ser ouvido, e quando nos preocupamos muito com o que vamos falar, acabamos por perder a oportunidade de aprender com as experiências dos outros.

Talvez o problema do vizinho tenha influência direta em nossa vida, ou dependa de uma atitude nossa para ser resolvido. O ideal nestas situações é que cada pessoa participe sem alongar demais seu discurso, para que sobre tempo para todos.

Se necessário, o dirigente da reunião pode intervir para garantir este direito.

E mesmo que a oportunidade de falar apareça, devemos tomar o cuidado de não interromper o colega antes que ele conclua seu raciocínio e obtenha sua resposta.

Reflexão: O nosso problema não é mais importante que o problema do outro.

Para finalizar, gostaria de propor mais algumas reflexões.

Muitas vezes, quando temos algo a dizer, não prestamos a devida atenção ao que o outro fala.

- Quantas vezes interrompemos o discurso de alguém, ou apenas esperamos que ocorra uma pausa para começarmos a expor nossas ideias?

- Num diálogo, nos importamos apenas em expor nossas convicções ou temos paciência de ouvir e entender a visão do outro?

- As coisas que ouvimos são utilizadas como informação útil em nosso dia-a-dia? Ou escutamos apenas para ter assunto para comentar com nossos amigos?

Espero que estas perguntas sejam respondidas naturalmente na medida em que surgirem experiências que lhe façam relembrar os assuntos aqui discutidos.

Por hoje é só.

Agradeço muito que você tenha lido esta postagem.

Desejo que cada vez mais você tenha uma vida melhor, e que este blog tenha contribuído ao menos um pouquinho para isso.

Abraços, e até a próxima.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fale baixo e claro

Olá.

Tenho o hábito de observar o comportamento das pessoas que vejo no dia-a-dia e também daquelas com as quais tenho um relacionamento mais próximo. Depois de refletir um pouco sobre o modo de agir de cada um, fiz algumas deduções que gostaria de compartilhar com vocês.

Discussões sem Propósito

Muitos já devem ter experimentado participar de discussões que terminaram sem nenhum resultado.

Já notaram como se desenrolam estas discussões?
(estou falando das que não acabam em agressão física, pois isso já é caso de polícia)

Normalmente, os interlocutores ficam repetindo seu ponto de vista, cada vez num tom mais alto e sem prestar atenção no que o outro diz. No fim, nenhum dos dois aprendeu nada, e o problema, se não aumentar por causa da discussão, continua como estava.

Por outro lado, as pessoas que tem consciência do seu poder de persuasão, sendo este de fato ou de direito, fazem uso da palavra com a voz mais serena possível. Isso nos dá a certeza de que ele possui um bom auto-controle e inabalável determinação.

Esta voz que impõe sem exagerar, mesmo tendo seu caráter sereno, não deixa de impor respeito.

Uma técnica bem eficaz, posso dizer por experiência própria, é se manter calmo e segurar o tom de voz o mais baixo (e claro) possível ao discutir pontos de vista.

Dizer em poucas palavras, sem gritar, os motivos e razões de pensar desta ou daquela forma, e evitar ao máximo perder o controle emocional ou cair na repetição, são as melhores armas para se terminar uma discussão eficientemente.

Após expor suas idéias, se o outro não mudar sua opinião, não adianta continuar a conversa sem acrescentar nada de novo. Neste caso, você pode simplesmente dizer, olhando nos olhos: “Você pensa assim, eu não penso, e ambos temos que aceitar essa diferença.”

Ficar esticando a conversa para tentar fazer o outro pensar como você NÃO VAI FUNCIONAR! Pode acreditar!

Quando há uma autoridade implícita envolvida na discussão, a complexidade da situação aumenta um pouco, mas isso não quer dizer que a solução não exista.

O único cuidado que se deve tomar é: Se o outro lado for seu chefe (ou pai, ou superior em qualquer outra instância), você deve medir bem suas palavras, e tentar convencê-lo amigavelmente do seu ponto de vista. Em último caso, aceite a opinião dele, pois neste caso você está em desvantagem.

Demonstração de Autoridade

Se você é quem comanda a situação (chefe do setor, ou dono do lugar, etc.), deve tomar o cuidado de não exagerar na medida de demonstração de poder.

Alguns pensam que, por ser um “superior”, podem subjugar os outros e imporem sua vontade a qualquer custo, usando muitas vezes de humilhação (principalmente através do tom de voz) e abuso de autoridade.

Um bom gestor usa da boa conversa, e se mantém estável em qualquer tipo de discussão. Ele sabe que sua opinião final é a que vai prevalecer, e que tem o poder (implícito) de guiar a situação a seu modo, mas está aberto a escutar outras opiniões e sugestões.

Por mais que pense já ter encontrado a melhor solução, ele não se nega a examinar outras possibilidades, pois não se esquece de que as soluções mais simples (e portanto, melhores) surgem muitas vezes de pessoas das quais não se espera.

De qualquer forma, o máximo que pode acontecer é se gastar um pouco de tempo, para depois ser comunicado a todos que seu ponto de vista foi mantido (ou não). Os outros, por mais que não concordem, deverão seguir a direção escolhida, ou correm o risco de sofrerem as consequências, pois, no fim das contas, o poder de fazer e desfazer continua sendo seu.

Quando se tem consciência do poder que está em suas mãos, e se faz bom uso deste poder, não é necessário tomar medidas medíocres como ameaças, punições descabidas e outros tipos de atitudes deste tipo.

A sua autoridade está na sua posição, não no seu tom de voz. Quando sabemos utilizar bem as palavras, não precisamos abusar do volume. Pense nisso!

Fale baixo, mas principalmente, fale claro!

Sempre achei o ato de falar baixo uma virtude de quem o pratica, mas já fui um pouco criticado por abaixar demais o volume da minha voz.

A partir destas críticas, percebi que posso tranquilamente manter meu modo de conversar, desde que me faça ouvir claramente.

Falar claro significa articular, falar pausadamente, pronunciar as palavras até o fim, não comer letras ou sílabas, e não correr demais como se o tempo não fosse suficiente para dizer toda a mensagem.

Seu interlocutor não está na sua mente para saber o que você pensa, então não converse na velocidade do seu pensamento. Se você falar devagar, vai precisar dizer apenas uma vez.

Não se deve confundir o ato de falar baixo com falar “para dentro”, como quem está com medo. Se necessário, aumente um pouco o tom para que o diálogo tenha melhor fluência, mas evite a todo custo gritar. Isso não é agradável para a conversa, nem saudável para a garganta.

Tenha em mente a distância que te separa do outro, e fale alto apenas o suficiente para ele te ouvir. O mais importante é que se fale claramente.

Conversar faz bem pra saúde, contanto que a conversa seja agradável para ambas as partes.

O silêncio também é importante para a mente e para o espírito, mas isso é assunto para outra postagem.

Por hoje é só.

Um abraço, e fiquem com Deus.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vivendo bem o seu papel(4c): No Trabalho

Bem vindos novamente ao meu blog!

Sobre a vida no ambiente de trabalho, já falamos das limitações, educação e bom humor, e sobre o caráter imperfeito do ser humano.

Hoje, finalizando esse assunto, falamos de Obediência, Regras e Discussão Saudável.

4) Obediência: Qualidade de Inteligentes

Algumas pessoas se sentem diminuídos por receberem ordens de pessoas que, em sua visão, não tem o conhecimento, habilidades ou a capacidade para estar num cargo superior.

Não pense que a posição que você ocupa tem apenas desvantagens. A pressão do trabalho é tão grande quanto o cargo. Mesmo quando o chefe é o dono ou presidente da empresa, a necessidade de resultados ou de manter a firma estável no mercado é um peso que não é fácil de se carregar. Alegre-se por ter alguém que carregue esta responsabilidade no seu lugar.

Você, na qualidade de empregado, é legalmente subordinado ao seu chefe (isto é previsto tanto na lei quanto no contrato de trabalho), e como tal, deve obedecer e cumprir com suas obrigações com zelo e responsabilidade (dentro dos limites humano e profissional).

É claro que obedecer nem sempre é fácil, mas a pessoa obediente é muito mais reconhecida do que as que não o são. Porém, não se pode confundir pessoas prestativas com puxa-sacos. Estes últimos não terão um futuro bem sucedido, pois mesmo que obtenham algum benefício com esta prática desprezível, cedo ou tarde deixarão a própria incompetência acabar com sua carreira.

Além disso, nem todo chefe é do tipo que apenas delega tarefas e fica só com a função de fiscalizar e cobrar os resultados. Não é muito comum, mas alguns deles são como colegas e fazem serviços comuns do setor como uma forma de se aproximar e conviver melhor com os subordinados, ou porque acham que assim podem contribuir mais para atingir as metas e objetivos, ou então porque gostam de ajudar, simplesmente.

Nós não escolhemos com qual destes vamos conviver. O que podemos escolher é a forma de lidar com cada um deles e suas particularidades. Na minha opinião, o melhor a fazer é escutar o que eles dizem e realizar suas tarefas da melhor forma que puder, sugerindo as melhorias que achar convenientes quando lhe for aberta esta opção.

O seu cargo na empresa tem funções pré-definidas (se não tem, deveria ter), e somente este encargo é seu. Não queira mudar toda a estrutura da empresa só porque você pensa que seu superior não merece o cargo. Seja o melhor funcionário que a empresa já teve em seu posto, não importa qual seja, e enquanto estiver nele. Se não está satisfeito, busque a melhoria pelo melhor caminho que puder, mas sem puxar o tapete de ninguém. Seja honesto!

Apesar de parecer duro de escutar, isto é fato: mesmo que você pense que seu chefe não tem capacidade para estar naquela posição, ele deve ser, no mínimo, respeitado. Se há uma hierarquia na empresa, seja humilde e obedeça-a.


Busque a melhor convivência com sua equipe, pois vocês podem crescer juntos, se assim quiserem. Seja um subordinado de confiança. Desta forma, seu chefe terá alguém para substituí-lo caso deixe o cargo por qualquer motivo.

Se achar que tem competência suficiente para ocupar um lugar melhor na empresa, e não quiser depender da ascensão ou transferência de outros, mostre-se disponível e direcione suas ações no intuito de alcançar este objetivo, mas faça isso pelo caminho correto. Preocupe-se com as suas qualidades, não com os defeitos alheios.

De qualquer forma, se não estiver satisfeito com as condições gerais de trabalho, lembre-se de que o mercado oferece muitas opções, e que ninguém é obrigado a viver infeliz com o que faz. Tenha atitude! Você merece o sucesso, desde que o busque com dedicação, força de vontade, e principalmente honestidade.

5) Regras Existem para Serem Quebradas. Será?

Algumas sim, outras não. Não se pode generalizar esta máxima. Do contrário, haveria anarquia.

Quebrar uma ou outra regra de etiqueta é uma atitude completamente diferente de burlar uma norma da empresa, romper a barreira da moralidade ou invadir a intimidade de alguém.

Do mesmo modo que uma empresa precisa ser organizada para ser lucrativa, as relações humanas necessitam cumprir certas formalidades para se manterem sustentáveis.

Cada pessoa tem seu jeito de pensar e agir, e estas características devem ser respeitadas. Não se deve impor pontos de vista, linhas de pensamento ou atitudes a pessoas que não se sentem confortáveis com isso.


Não critique pessoas que tem limites de comportamento diferentes dos seus. É óbvio que não há uma só forma correta de se comportar, mas é bom observar certas regras, e respeitá-las, principalmente quando se tratar de normas da empresa, sejam elas implícitas ou explícitas em regulamentos.

Além disso, são as regras (morais, sociais e legislativas) que possibilitam a vida em sociedade. Se cada pessoa pudesse escolher livremente quais regulamentos seguir, cada um criaria seu próprio conjunto de leis e seria impossível definir claramente os atos ilícitos, as atitudes imorais e suas conseqüentes punições.

Tenha a liberdade de quebrar paradigmas (principalmente os não justificados), mas não seja totalmente inconseqüente. Saiba definir bem o limite entre o que é permitido e o que é desejável. Seja maduro, consciente, e faça com que suas atitudes o tornem uma pessoa admirável.

Acima de tudo, saiba que quanto mais você insistir em burlar as normas ou ultrapassar limites, e quão mais significativos (sob qualquer aspecto) eles forem, maior será a sua responsabilidade - já que você é que terá que arcar com as conseqüências -, e mais grave será a punição decorrente, seja ela moral, administrativa ou jurídica.

Pode parecer que este tópico ficou muito direcionado para a vida corporativa, pelo caráter sério e pelas várias citações sobre cumprimento de regras. Se você teve esta impressão, releia-o fazendo uma interpretação mais voltada para os relacionamentos interpessoais, e veja as normas como costumes morais, éticos e sociais. Lembre-se sempre: a meta principal aqui é deixar a convivência mais agradável com o objetivo de viver melhor.

6) Como Discutir Sem Discutir?

Eu enxergo pelo menos duas interpretações para a palavra discussão:

- Exposição de diferentes pontos de vista com o objetivo de obter o melhor resultado possível para alguma situação, de modo a equilibrar os ganhos para todas as partes; duas ou mais pessoas tentando chegar a um consenso, cada uma com respeito sobre a linha de pensamento e as opiniões dos outros. (melhor)
- Imposição de ponto de vista; tentativa de obter a concordância do outro arbitrariamente acerca de algum assunto; duas ou mais pessoas querendo resolver tudo a seu modo, cada qual utilizando do volume da voz como instrumento para sobrepor sua vontade à dos demais. (não tão boa)

Em um ambiente de trabalho, devemos nos esforçar ao máximo para evitar a segunda hipótese. Isto porque se mesmo quando houver desentendimento entre colegas, nos dias seguintes eles terão que se ver e se relacionar do mesmo jeito.

É necessário fazer uma constante manutenção das nossas relações no trabalho, pois, ao contrário das nossas amizades, não somos nós que escolhemos com quem vamos trabalhar. Ficar “de mal” de um colega não vai fazer seu chefe mudá-lo de setor ou demiti-lo. Por outro lado, se você depender de alguma tarefa dele para desempenhar bem a sua, isto pode comprometer o seu desempenho e prejudicar sua carreira.

Você não é obrigado a gostar de ninguém, mas o respeito é indispensável em qualquer tipo de relação.

Quando precisar discutir, exponha suas idéias de maneira clara e objetiva, sem alterar o tom de voz, e mantenha a serenidade caso o outro envolvido comece a gritar. Uma coisa que funciona neste caso é falar cada vez mais baixo à medida que o outro aumenta o volume, pois, para este tipo de pessoa, não há nada mais desconcertante que brigar sozinho. Se esta técnica não ajudar, peça educadamente para conversar sobre o assunto mais tarde, ou solicite a um superior ou colega mais controlado para intermediar a troca de idéias.

Faça o que fizer, não retribua ofensas ou pague qualquer coisa negativa com a mesma moeda.

Entenda que, quando alguém grita ou se exalta com gestos e palavras feias, está basicamente desabafando. Se você se mantiver calmo e souber conduzir com tranqüilidade a situação, quando este momento passar, ele demonstrará imenso desconforto, e talvez até te peça desculpas.

Por outro lado, quando a discussão se esquenta para os dois lados, todos saem prejudicados, inclusive os outros colegas. Eles podem entender que não se pode argumentar sobre nada com os esquentados, pois sempre há o receio de criar mais uma situação difícil de se controlar.

Em linhas gerais, o exagero não é bom em nenhuma hipótese. Portanto, mantenha a serenidade, seja firme em suas idéias e não perca o controle da situação.

Se a coisa fugir ao seu controle, lembre-se de que uma ofensa é como um presente: se você recebê-lo, ele passa a ser seu. Caso recuse, ele continua pertencendo ao outro.

---

Bom, é isso.

Se você quiser conversar, exemplificar, contrapor, reclamar ou comentar, fique à vontade.

Todos somos adultos e teremos prazer em discutir (mas sem discutir).

Fiquem com Deus, e até a próxima!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vivendo bem o seu papel(4b): No Trabalho

Bem-vindos novamente!

Na última postagem discutimos sobre as limitações de cada um e as atitudes que podemos ter com respeito a elas. (Se não leu a parte 4a, clique aqui.)

Hoje, continuaremos falando sobre a vida no ambiente de trabalho.

2) Não Se Perde Nada Por Ser Educado

Pequenas atitudes com relação aos colegas podem trazer muitos benefícios ou enormes problemas.

Saiba que um sorriso seu pode causar um bem inestimável a quem está do seu lado. Não só este simples gesto, mas um bom dia, uma rápida conversa amiga ou uma leve demonstração de afeto.

Quando temos conhecimento de que algum problema aflige o colega em sua vida pessoal, não custa nada perguntar como vão as coisas, com o intuito de mostrar interesse e disponibilidade em ajudar (desde que o assunto não seja muito pessoal ou cause constrangimento).

A boa educação é um ingrediente fundamental na convivência cotidiana. Não se esqueça das simples, mas muito sábias palavras ensinadas por nossos pais quando somos crianças: “Por favor”, “obrigado”, e principalmente “me desculpe”.

Leves brincadeiras, aplicadas com moderação e desde que sejam oportunas, também ajudam a manter o bom humor e o clima de descontração. Só se deve ter o cuidado de não ofender nem tocar em assuntos delicados que, por serem de cunho pessoal, íntimo, ferir crenças ou despertar maus sentimentos, podem transformar uma simples piada em razão de discórdia.

Tome cuidado para não ferir os sentimentos das pessoas. Causar risadas à custa de humilhar ou ridicularizar alguém está muito distante de ser uma atitude nobre. Seja divertido, mas com moderação. Todo exagero pode causar danos, portanto, não é aconselhável ser um piadista em todos os momentos. Você pode passar de agradável a impertinente em apenas algumas horas de convivência.

3) Todos Somos Seres Humanos

Ninguém é totalmente imune a erros. Se vemos que alguém cometeu um equívoco, e se acharmos necessário, devemos interferir sim, mas sempre de maneira positiva, de forma que a pessoa se sinta acolhida e amparada, para que ela fique com vontade de acertar cada vez mais. Devemos ter o cuidado de destacar sempre as qualidades, mostrando com discrição o que pode ser melhorado e dando apoio ao crescimento pessoal e profissional dos colegas.

Não é nosso dever mudar o pensamento ou o modo de ser dos outros. Se alguma coisa no comportamento do colega não está de acordo com as suas convicções do que é certo, cabe a você, no máximo, argumentar de forma educada de modo a conseguir chegar a atitudes que sejam razoáveis para as duas partes.

Cada um de nós tem pensamentos, qualidades, defeitos e desejos diferentes, e à medida que tomamos conhecimento destas características nas pessoas, podemos entender o seu ponto de vista e conviver melhor com elas.

Há algum tempo eu disse neste blog, e hoje repito, que “quando você não gosta de algo no outro, na verdade é a sua visão daquilo que te incomoda”. Você deve ter consciência disso quando pensar que alguém está errado. Coloque-se no lugar dele e veja se não é você que está distorcendo os fatos. Pense no modo como todos os envolvidos enxergam a situação antes de tomar alguma atitude que poderá alterar a vida, a rotina ou o trabalho de alguém.

Quando sentir a necessidade de dar conselhos, certifique-se de que serão recebidos como mensagens de apoio, não como ordens ou algum tipo de repreensão. Uma vez li em uma parábola que ninguém pode receber lições se não estiver aberto a elas. Seria como despejar um chá de ótima qualidade em uma xícara que já está cheia: a bebida entorna, a mesa fica suja e todos saem perdendo.

Bem... Acho que já temos informação suficiente para refletir por algum tempo.

Fiquem com Deus, e tenham uma boa convivência no trabalho.

Abraços a todos!

(O próximo post fala de obediência, cumprimento de regras e maneiras de se discutir de modo saudável. Clique e leia.)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Comunicação: Suas Palavras o Ajudam a Viver Bem?

Olá,
Seja bem-vindo(a) ao meu blog.

Tenho 30 anos, sou casado há 4, e gostaria de discutir sobre os relacionamentos que temos na vida, e sobre as maneiras para torná-los melhores para todos os envolvidos.

Estava na dúvida de qual seria o primeiro assunto a postar, pois não sei ao certo quem serão meus leitores e se minhas idéias serão de algum proveito.

Decidi por começar falando do próprio ato de comunicar.
Vou pegar emprestados alguns dos significados da palavra "comunicar" contidos no dicionário Michaelis*, e assim tentar encontrar a melhor maneira de realizar a comunicação em si.

Primeiramente, comunicar significa "Fazer saber; participar", o que nos leva à primeira reflexão: É aconselhável fazer saber aos outros tudo o que nos vem à mente? Quando você se comunica, passa a fazer parte (participar aos outros) da informação. É desejável que nos tornemos conhecidos e que sejamos lembrados por comunicar coisas que tragam boas sensações aos recipientes da mensagem. Recipientes, sim, pois ao "despejar" suas palavras você espera que alguém se faça ouvir, ou seja, que receba, acolha e não deixe se perder o que você diz. 


Não se pode esquecer também que a comunicação é via de mão dupla, e portanto devemos tanto falar quanto ouvir. Não só ouvir educadamente, simplesmente esperando que uma pequena pausa na fala do outro nos permita entrar com a próxima frase que já está na ponta da língua, mas escutar e absorver a informação que nos é passada. Acho que este significado é muito rico, e devo voltar a discutir este assunto em outras postagens.

Outro conceito encontrado é o de "pôr em contato ou ligação; ligar, unir". Isto nos remete a pensar na qualidade de ligação que estamos fazendo. É bom que estas ligações sejam como pontes, e não cabos-de-guerra. As pontes trazem uma pessoa de encontro à outra, mas no cabo-de-guerra só se encontram fervorosas disputas e enorme tensão. Ao exercer a comunicação, cause sentimentos bons em uma pessoa com relação a outra. Não seja motivo de discórdia.


Mais um significado que quero citar é o de "transmitir" (Comunica o seu entusiasmo àqueles que o ouvem*). Sua alegria deve também ser motivo de alegria para os que o amam. Pense no quanto seu sorriso pode ser importante para outros. Deixe que o seu bom humor se espalhe. Um sorriso pode ser muito contagioso. Quantas vezes você viu alguém sorrir simplesmente por ver alguém gargalhando? Não se esqueça que você pode muito facilmente transmitir alegrias. Mas da mesma forma, pode comunicar tristezas. Uma doença pode ser transmitida pelo ar ou contato físico, mas a tristeza e outros maus sentimentos são muito mais contagiosos. Estes podem viajar por telefone, e-mail ou até por carta. Não seja vetor para estes males. Anime-se com as alegrias dos outros e faça com que os outros partilhem suas conquistas. Tenha em mente que a palavra "emburrado" (= de cara fechada) tem em si o mesmo radical da palavra "burro". Seja inteligente: Sorria!


Bem, isto é o que eu queria transmitir hoje, e espero que vocês pensem na possibilidade de levar estas idéias para suas vidas.


Não tenho a presunção de que o que escrevo é a verdade absoluta. Acho, sim, que todas as idéias, depois de lidas, devem nos levar pelo menos a uma reflexão interior, e cada um deve absorver o que achar útil e descartar o restante, a fim de se chegar a um modelo de vida que traga crescimento intelectual e comportamental.


Gosto de pensar que estou fazendo a minha parte para a construção de um mundo melhor não só para nossos descendentes, mas para nós e nosso presente.


Também penso que as atitudes sugeridas aqui não são pura utopia. São apenas coisas pequenas que, na minha opinião, ajudarão a quem fizer um bom uso destas coisas a serem pessoas mais amadas, mais felizes, e, desta forma, pessoas que vivem melhor suas vidas.


Se gostou desta postagem, comunique aos outros, para que o blog seja mais proveitoso.
Se não gostou, comunique a mim os pontos negativos, pois assim estará me ajudando a melhorar como pessoa, e a troca de idéias pode enriquecer a ambos.


Fiquem com Deus, sejam pessoas boas, e até a próxima.

*Conceitos de "comunicar" retirados de http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=comunicar